sexta-feira, 5 de setembro de 2008
The British Virgin Islands - 3ª parte
The British Virgin Islands - 2ª parte
Após a visita às "Caves" e mergulho para os mais jovens (neste capitulo Nuno pai e Márcia levaram desvantagem já que miopia de um e ouvidos do outro não recomendavam "viagens" submarinas), mudança de poita para o pernoite.
Pensamos jantar em terra e a quente, acreditando em iguarias do mar a custo convidativo, porém desistência imediata, já que os petiscos se sucediam a bordo e os preços para duvidosos "acepipes" locais, à base de carne congelada e salsichões, não eram convidativos. Enganados ficam os que, neste arquipélago, imaginam frescos do mar à fartazana ....
Noite não muito bem dormida, para debutantes nestas coisas tudo ou quase era novidade e motivo para abrir o olho, adriças que insistem em bater no mastro do que resulta musicalidade própria, alguém não travou o leme e este insistia em passar de um ao outro extremo com sonoridade perturbante, lá para as tantas levantou-se vento forte com consequente marola ... toca a confirmar a amarração à poita, porém nada que nos tirasse o bom humor matinal, quando o Francisco, exemplarmente, iniciou a faina com baldeação do convés.
Após lauto desjejum, proa 86º para Treasure Point , alterando, depois para 45º até Peter Island.
Quartos de le
me estabelecidos, pois que isso de piloto automático era mais um luxo não operacional.Vamos à apresentação dos diversos timoneiros:
Nuno filho, que por hábitos de regateiro não deixa nenhum veleiro nas imediações ganhar-nos qualquer
O já mencionado casal Mónica / Francisco, ele o patrão mais experimentado nestas marinharias, que simpaticamente acedeu ser "comandado" pelo patrão mais velho que vos escreve, mas não prescindiu de assumir sempre as manobras mais complexas, bem secundado pela Mónica principalmente nos cozinhados....
Teresa a minha querida nora, aqui muito empenhada na redacção do diário de bordo, função que, entre outras assumiu com dedicação e eficácia.

Falando em queridas a minha Márcia, entre boas comidinhas, apoio logístico e zeladora das azafamas de faxina, colaborou também na marinharia e boa disposição.
Propositadamente restam os mais experimentados, o Nelson que insistiu toda a viagem em trazer peixe fresco a bordo, sem sucesso mas muita galhardia, aqui a demonstrar os seus dotes de paciente "pescador" em dia de chuva incomoda. Além disso sempre que a acção era musculada ... içar a grande, por exemplo, não podíamos prescindir da sua disponibilidade.
Nesta maravilhosa equipa, alguém se preocupava com os rumos .... Nuno pai.Continua nos próximos capítulos ...
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
The British Virgin Islands
Foi objectivo deste blogue a divulgação das nossas experiências de patrão. Foi ideia informar para que outros possam repetir as boas e evitar as más ....Com algum atraso e alguma repetição, considerando que esta foi uma viagem de férias de 2006, proponho-me deixar aqui alguns momentos bem vividos.
Ilhas Virgens Britânicas para quem não conhece, são parte do arquipélago das Ilhas Virgens, partilhado administrativamente pelos Estados Unidos, as ilhas mais a SW e a Inglaterra as a NE.
Formou-se um grupo, que inicialmente se configurava de 10 pessoas, mas que felizmente, para conforto dos integrantes finais, se limitou a 7.
Nomes próprios apenas, Márcia, Mónica e Teresa, as marujas, Francisco, Nelson e Nunos, pai e filho, no contingente dos barbudos ...
Todos equipados com Tshit's aluzivas ao evento, onde o esquema do arquipélago foi evidenciado.
Imagem da primeira manhã, antes de se zarpar
à aventura marítima ....
Antes porém havíamos viajado de Lisboa a Antuérpia, depois a St. Marten e finalmente a Tortola.
O Beneteau de 50' aguardava-nos em Road Town.
Na primeira manhã, enquanto uns se dedicaram à aquisição e guarda dos mantimentos, outros trataram da confirmação do charter, documentação, pagamentos, vistoria às condições do barco, etc.
Considerando que o essencial estava funcional, ignorou-se detalhes de falta de alguns elementos de electrónica hoje indispensáveis, como o radar e GPS inoperativos, por exemplo. Coisas de somenos importância para quem voou de St. Marten a Tortola num teco-teco dos anos 60 e depois "chocalhou", do aeroporto à marina, numa carrinha táxi, com volante para condução à direita em tráfego à esquerda, por estrada estreita, sinuosa e movimentada, um motorista perfeitamente alucinado por nos impressionar com as suas virtuosidades de piloto de ralis ....
Nós já estávamos por tudo.

Concluídas as preliminares, zarpamos ao final da manhã, com destino, às Litle Sisters, melhor dizendo, para Norman Island, adoptando uma proa verdadeira de 189º.

Amanhã há mais.....
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
Nem só de mar vive o homem

quinta-feira, 28 de agosto de 2008
Guarda Costeira em ensaio
As ondas eram apenas de 5 a 7 metros.








E até se safaram bem....
'EXISTEM OS HOMENS QUE ESTÃO VIVOS, OS QUE ESTÃO MORTOS E OS QUE SE FAZEM AO MAR.'
Victor-Marie Hugo [ 26 fev 1802 , Besançon - 23 mai 1885, Paris]
fotos recebidas por e.mail - desconheço a autoria.
terça-feira, 26 de agosto de 2008
A ilha do tesouro

A ilha é uma sucessão de ancoradouros e praias, protegidas dos ferros por boias que se alugam por dois dias, não renováveis, sem custo, mas não sendo impossível permanecer mais tempo caso haja boias disponíveis. 
Por do sol em Sines
Adamastor, singela homenagem....

Aparentemente abandonado, avançado estado de degradação de improvável recuperação.
É a morte de um sonho tornado realidade…

Nos idos anos sessenta, um velejador do então Clube Naval de Lourenço Marques (Maputo), imaginou a possibilidade de uma equipa do clube participar na 1ª regata Cabo – Rio de Janeiro.
O Horácio, para nós o “capitão maravilhas”, não era homem para desistir das suas “loucuras” ….
Procurou apoios, porém, os primeiros contactos não lhe deram a abertura desejada.
Todavia, projectou um veleiro, a partir do seu “flying dutchman”, com cerca de 12 metros e preparou-se para a sua construção nos estaleiros do clube.
Entretanto, alguns velejadores foram, entretanto, acarinhando a ideia, daí resultando uma comissão que tratou de congregar, então, os recursos humanos e materiais, os apoios privados e oficiais, para a aquisição de um veleiro capaz de tal empreendimento.
Adquirido o casco, o resto foi construído e equipado pelos candidatos a tripulantes e alguns voluntários.

Assim se fez o Adamastor, o sonho tornado realidade. 
E lá partiram os “sete magníficos”, alcunhada assim a equipa de sete, Horácio Coelho da Silva, obviamente, António Ruben da Silva Domingues, Álvaro Récio, Eurico dos Reis Pacheco, José António Nogueira dos Santos e Vasco Romão Duarte, todos sob o comando de António Alva Rosa Coutinho.

A classificação final foi o que menos importou à data, sim a felicidade que não apenas da equipa, mas de todos os que os apoiaram no Clube Naval.

Hoje, trinta e sete anos depois, faz-me pena saber do Adamastor em tão mau estado.Acredito que, bem conservado e actualizado, seria ainda bem capaz de novas travessias.

imagens: Carlos J. Carvalho in Panoramio fotografias de Carlos_Carlos
Adamastor, Sete nas rotas de quinhentos, por Alvaro Récio
De “Sete magnificos” alcunhados foram
Os amigos velejadores
Que ao Brasil aportaram
Desde o Cabo em atlânticos mares
Adamastor dito com vaidade,
O outro magnifico, prós mares desenhado
Ideia do Horácio maravilhas
Das idas à Inhaca e outras ilhas
Lá juntou um grupo bem cuidado
A fazer do sonho, realidade.....
singela homenagem de NBP