quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Contribuições

Contribuições poucas tivemos, comentários, quase nenhuns...

Por isso, devo, por reconhecimento do mérito e qualidade da escrita e sentimento, referência ao amigo Jorge Castro, aqui reproduzindo o comentário que nos escreveu e extrato do seu blog "Sete Mares", que recomendo.

"Do alto dessas marinharias, folgo muito em ver que bons ventos te levam. E como apelas a colaborações, pega lá um poema, ainda fresquinho, que fiz sugerido por marinhagens em Cascais:

NAVEGAÇÕES

apresta-se ao leme
o homem da terra
trilhando derrotas de glórias no mar
tal o vento rijo conduz a fragata
mesmo ao rés das águas colhendo salpicos
entre singraduras de naus afoitadas
pelo tempo grosso de mares ignotos
assim no mar alto vai o marinheiro
querendo dos ventos colher viração
que traga noção de porto seguro
que vença o apuro da navegação

que sopre
que vente
que as nuvens afaste
que a crista das ondas se abra em caminho
no cristal do mar tão glabro profundo
no ranger-lamento dos velhos madeiros
do cordame tenso no uivo marinho
que lhe traga o ninho de verdes lameiros
a mostrar ao mundo outros horizontes
enquanto o traquete da gávea se apura
e no mar imenso essa criatura
espera que o dia se vá numa pressa
depressa que venha o vento terral
que seja promessa
de terra o sinal
da urze ancorada p’ra trás lá dos montes
das fontes que vão também dar ao mar
e que o impelem nesse navegar

Comentário do amigo Jorge Castro em11 de Abril de 2008, no nosso blog"



navegar é sempre longe
entre o acaso
e a distância

se ficar sempre na margem
de leme ao medo submisso
não há mar
nem inconstância
fica o lodo por viagem
e o não ser
compromisso

- foto e poema de Jorge Castro, em SETE MARES, a 2008.07.06

Regatas em Sines

Por falar em regatas, Sines tem um excelente campo de regatas, onde, lamentávelmente, não há a frequencia de eventos que o mesmo merece.
Porém, de regatas havidas, o meu colega e amigo Vasco Pitschieller, obteve com a qualidade que lhe é reconhecida inumeras imagens, das quais selecionei algumas.

Sharpie 12 m em preparativos para zarpar...

Se o vento não colabora ... reboque é solução.

Oceânicos em preparação de largada....

Evoluindo com bom vento ....

Convivencia natural com navio

Espanhol em posição favorável de sotavento. Será que aproveitou?


Snipes à bolina .....
e montando a boia de barlavento.

Aqui são as pranchas na boia de sotavento

Duas imagens da montagem da mesma boia

Com balões ao vento de feição...


Nem sempre as coisas correm bem ... lá temos o balão a fazer das suas ...




Para alguns foi assim que tudo começou ... no Optimist.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Fotos de regata

Dois bons momentos de uma regata de Snipes no Brasil ...




quinta-feira, 31 de julho de 2008

Os meus primeiros passos e velejadas






Anos antes do meu nascimento, grupo de amigos do mar e suas actividades desportivas e ludicas fundou em Lourenço Marques, hoje Maputo, o Grémio Nautico.

Anos volvidos, já no denominado Clube Naval de Lourenço Marques, nas instalações e diminuta praia, dei os meus primeiros passos.

Em 1958 frequentei, então, o meu curso de marinheiro, quando efectuei as minhas primeiras velejadas, tendo como instrutor, Jaime Silva, para nós o "Jaiminho", enorme entusiasta e amigo.

Com ele, nos já então antigos Snipes, 9009, 9010 e 9011, aprendi as manobras e acima de tudo ganhei o vicio.



Os eventos nauticos regularmente organizados no CNLM traziam ao nosso convivio velejadores da Africa do Sul, da Rodésia (hoje Zimbabué), de Angola, de Portugal e do Norte de Moçambique, proporcionando para além de agradável convivio nautico, regatas de excelente qualidade.


Anos houve que se reuniram para cima de 800 barcos das mais diversas classes ... oitocentos escrevi e vi.... um espectáculo!

Hoje o Clube Naval de Maputo apresenta o aspecto da ilustração.

Assim iniciei-me, na competição, ao leme do meu primeiro barco, um Dabchick, não a ave da figura seguinte, mas embarcação da ainda activa classe sul africana de barcos à vela para iniciados, que ilustro de seguida.





Era então meu grande rival e amigo o Mário Silva, que quase nunca me deixou ganhar regata alguma .... que saudades. Desse tempo se mantém a saudável amizade.



Depois seguiram-se:















O Sprog, com o Carlos Manuel Borges Delgado à proa,



e o Snipe com varios proas, ao longo de muitos anos, em que posso destacar, sem melindres dos demais, Eduardo Koch, Teresa Ferreira dos Santos, Gaspar Cerqueira, Mario Crespo, Luis Fernando Franco ....





E cá estou eu com estaleca para novas velejadas ....




terça-feira, 29 de julho de 2008

Desdita de dois patrões



Sábado, manhã ensolarada
Felizes, de noite bem passada
Zarpamos

Rumo, quadrante norte
Brisa, sugerindo amena velejada
Porém, malfadada sorte....

Genoa enrolada, teimosamente
Pouco ou nada laborou
Vamos à grande, dissemos, num repente!
Como, se a adriça à antena se engatou?

E lá decidimos, a contragosto
À marina regressar
Pró aparelho afinar
De estômago recomposto
Pois que marujos como estes
De barriguinha vazia
Sentem fome ou azia

E após sandes e cerveja
Com outra disposição
Passou-se à reparação

A nossa velejada
Tal como disse o Manel "patrão"
Terá data marcada
Em outra ocasião



quinta-feira, 24 de julho de 2008

Porto de recreio


De Sines uma imagem do porto de recreio, abrigo ideal para os patrões de cá e não só ....

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Porto lá para os lados da Foz




Se acaso fores ao Porto
Aprecia com cuidado
A marginal lá da Foz

Se por mar, pensativo e absorto
Segue o exemplo ilustrado
Que registei aqui pra vós
O mar está de ananazes
Coisa rara, certamente
Por isso vê o que fazes
Não encalhes de repente

Regista o que te digo
Na hora a calmaria ...
Se fosse tormenta, amigo
Perigos outros haveria

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Sonhos do nosso amigo Patta



Com respeito e estima aqui transcrevo escrita do nosso amigo Patta.

Alinho contigo amigo, lá estaremos se o tempo e a saúde nos permitirem, com as nossas Olivias, de preferência não demasiado "palito"...

Teremos a sabedoria do mar, por teorias passadas à pratica que desejamos, a ver estrelas e outros astros, definindo posições e bons rumos.


E aí vai o teu sonho amigo desejado concretizado:


Sonhei um dia marinheiro ser
Desses que por mares passeiam
E sonhando que poderia acontecer
Logo defini o que meus sonhos anseiam

Navegar solitário fora de questão
Atendendo ao aviso avisado
De um amigo aspirante a patrão
Que me disse ser irresponsável aventurado

Logo mudei o sonho e sonhei
Que olharia as estrelas com luz de infinito
Na astuta companhia de amigo Poppey
Mais a bela e formosa Olivia Palito


de Luis Patta